terça-feira, 16 de junho de 2026

must be something in the water, or that I’m my mother’s daughter



Hoje, não sei bem o motivo, me senti fisicamente ansiosa de tarde.

Quando caiu a noite, segui ansiosa, mesmo após a academia e a meditação.

Não era nada na minha mente consciente, não sei dizer nem se era algo negativo;

Parecia a antecipação de algo bom.

De qualquer forma, não me sinto confortável, uma vez que não busco a euforia mais - e é super difícil, pois sou naturalmente eufórica -, mas sim o equilíbrio entre os estados de ser.

Bem… passou quando tomei um espumante - às vezes e necessário usar de artifícios.

No fim do dia, opto por escolher a explicação que me favorece, entendendo que essa resposta do meu corpo são os prováveis pássaros antes da terra. 

Está acontecendo.

Está sempre acontecendo.

Que responsabilidade a minha. Mas não tinha outra pessoa capaz de fazer esse trabalho a não ser eu.

Ontem eu recebi tanta visita que não vi a hora passar. Como sou grata por todos eles… eles sabem disso.

Passei os últimos meses chamando todas as mulheres, moças e senhoras da minha família pra me ajudar, sei que vieram, mas quando a confirmação vem, é de uma alegria sem tamanho.

Como sou grata por elas!

Falei que andei pelo vale da sombra da morte, quando elas me disseram que eu estava no caminho certo. Duvidei, claro. 

A resposta foi que elas não poderiam ter vindo conversar na época porque o trabalho ainda estava sendo feito. De fato, as coisas só acontecem quando você larga a mão delas. 

Quando respirei e me tranquilizei, elas puderam falar.

Foram tantas confirmações que não caberia aqui.

Sou deusa da minha vida, mas no colo delas eu sou só uma menina. 

Sei o que depende de mim, mas quando aperta, eu choro pra elas como uma filha clama pela sua mãe quando o machucado dói demais.

E como toda boa mãe, nunca me desampararam.

Muita gente tem medo da minha mãe terrena, porque ainda não viram as outras.

Umas até quiseram tirar satisfação com quem me cortou.

Eu sorri.

O resto, minhas mães, 

pode deixar comigo.



“Minha mãe sempre me disse que eu conseguiria

Que eu conseguiria, então eu consegui.


Mother’s daughter - Miley Cyrus 

quinta-feira, 11 de junho de 2026

Jupiter

 


quarta-feira, 10 de junho de 2026

just like magic

Em algum momento eu saí do 1 e pulei direto pro 11.

REALIZE.

Ando fazendo o meu trabalho do lado de cá, dessa vez entendendo as debilidades que me atrasaram das outras vezes, enxergando um pouco mais à frente do que antes.

Também pudera, quantas vezes eu vou tomar no meu cy?

O preço que se paga por bancar a vida que a gente quer viver é o de beber o veneno no início. Quando a gente escolher vivenciar o prazer primeiro, a dor sempre sucede.

Me deixe então provar do amargo agora, me apegando a imagem do que JÁ SEI.

A certeza nada tem a ver com esperança. Deus me livre de ser uma pessoa esperançosa.

Esperança é coisa de gente em cima do muro, pior tipo de pessoa que existe.

Fé é certeza. Fé é não ter dúvida alguma, mesmo diante da circustância mais absurda.

Só é absurdo até você conseguir. É plantar a porra da semente na escuridão da terra e nunca precisar cavar de novo pra ver se ela tá germinando. Passam-se dias sem que nada ocorra na superfície, até que do mais absoluto nada a bicha cresce como se fosse do dia pra noite - ninguém conseguiu acompanhar a morte da semente dando origem a nova forma de vida, ninguém nem sabe se doeu.

O estado de ser não mente. Não sei em que buraco eu me enfiei que não prestei atenção nisso.

Meu corpo é meu oráculo, não preciso de outro.

De vez em quando eu lembro do que o Georges falava sobre eu ser um achado.

Como se ele tivesse me achado.

Eu sei que ele se referia a um paralelo entre a gente e um minerador que encontra uma fonte de diamantes e pensa QUE SORTE A MINHA, mas eu não tô aqui pra ser extraída - ainda assim, que sorte a dele.

Que doideira quando eu paro pra pensar que tá tudo acontecendo agora.

Ter ido pra praia esse fim de semana foi algo que eu nem sabia que precisava, mas são as coisas que acontecem quando a gente sai do meio e para de atrapalhar o fluxo das coisas.

Meu campo vem atraindo um monte de gente que eu sei que não é pra mim, como se quisesse testar se eu realmente sei o que eu quero. Tem uns que são tão absurdos que eu até ri. 

Mas foi divertido.

Não esqueci o que eu quero. Não esqueci quem eu sou.

Não preciso de tempo, nem me curar de nada - não tô doente. 

Qualquer mudança é uma mudança completa, muitas vezes me pego presa no conceito do processo, como se isso fosse um pré-requisito pras coisas acontecerem, pras pessoas mudarem de ideia, pra o teu telefone tocar, pra vida mudar - NUNCA FOI.

Não há a menor necessidade de existir um processo, um deslocamento temporal pra que as coisas aconteçam.

Elas só acontecem.

Igual a porra da semente.

Nesse momento ela tá no escuro, sofrendo sua transformação. 

Não adianta ficar de olho. 

Qualquer dia, uma quarta-feira qualquer, ela aparece, mas eu não me surpreendo, porque eu lembro do que vai acontecer. 

Eu lembro todo dia.



"Acordo na minha cama, eu só quero ter um bom dia
Projeto na minha mente, então acontece como deveria
Meio dia, tenho uma reunião com a equipe, depois uma meditação por volta de 13:30
Então eu vou para o estúdio ouvindo algumas merdas que escrevi 

Bom carma, minha estética
Mantenho minha consciência limpa, é por isso que sou tão magnética
Manifesto, eu refinei isso
Pego minha caneta e escrevo algumas cartas de amor para o céu"


just like magic - Ariana Grande

quarta-feira, 3 de junho de 2026

Center

 



Já faz mais de um mês que eu busco uma orientação nesses símbolos que o Bashar deixou, e de 15 cartões, esse continua sendo o único a sair.
Uma parte minha fica muito feliz, que essa bomba realmente funciona, e que eu tenho algum tipo de guiança extreterrestre maluca (sem ofensa); 
outra parte tá um pouco decepcionada comigo mesma por ter voltado a estaca zero - um, pra ser mais precisa.
Já falei aqui sobre ciclo das coisas e que nunca realmente estamos na estaca zero, mas a sensação às vezes é essa.
E eu sei que tem uma lição gigante aqui, porque sempre me vem um salto gigante consciencial após alguma dor no mundo físico, mas de alguma forma, sempre me sinto descrente quando preciso me centrar de novo. Talvez a lição aqui seja nunca sair do meu caminho, não importa quão incrível algo aparente ser.
Ouvir meu corpo é uma das coisas que mais doeu de aprender - segue doendo, assim que passar, vos informo.
Todo mundo fala da cabeça, da mente, mas o corpo tem sido meu algoz.
Se eu não prestar atenção nele o tempo inteiro, algo desmorona.
Custa muito esforço me lembrar o tempo todo de que me coloquei nessa situação porque não resolvi coisas que precisava resolver antes, e é óbvio que a água iria bater na minha bunda.
Uma das coisas que mais gosto sobre mim é não ter medo de perder nada, até porque isso nem existe.
Meu medo mesmo é de me perder. 
De esquecer quem eu sou, o que eu quero, e me colocar nas mãos de outra pessoa.
Ser coadjuvante em alguma história, quando não existe universo algum no mundo em que eu não seja protagonista.
Se aconteceu, foi sem o meu consentimento, resolvi assim que pude.
Todos se arrependeram quando o acesso findou - mas eu nunca fui uma dessas pessoas.
Meu luto é sacrificar o que não nasceu pela permanência da minha dignidade.
Afinal de contas, eu sei o que eu quero.
Isso é café pequeno.




"Eu sabia que te amaldiçoaria pelo maior tempo
Perseguindo sombras na fila do mercado
Eu sabia que você sentiria minha falta quando a emoção acabasse
E você estaria em pé na luz da minha varanda da frente
E eu sabia que você voltaria para mim"

Cardigan - Taylor Swift