sexta-feira, 21 de junho de 2013

Não ouça uma palavra do que eu digo


A vida anda mais estranha do que nunca.
Calmaria lá fora, confusão aqui dentro.
Deveria sentir um monte de coisas, mas não sinto nada.
Queria poder dizer que eu escolho não sentir nada, mas não é isso não.
São três meses de suspensão. O vazio me mantém no ar.
Achei que ia demorar, mas acho que vai ser bem rápido.
Nada bom vem fácil, e, pra mim, nada bom nunca vinha.
Nada bom apareceu ainda.
Nada bom apareceu.
Talvez esteja decidindo se vem ou não, se realmente me quer ou se era algo passageiro.
Mas até agora, nada bom apareceu.
E eu continuo aqui, disciplinada, quietinha, sentadinha esperando algo bom.
Esperando e esperando e esperando.
Qualquer coisa boa pode aparecer agora, e você sabe por quê?
Porque já tem sido difícil demais.


"Não ouça uma palavra que eu digo,
Os gritos parecem todos os mesmos.
Porque embora a verdade possa variar, este barco levará nossos corpos em segurança para a margem."

Little Talks - Of Monsters and Men

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